9 de junho

Fundada a Ação Católica Brasileira

Para o presidente Tristão de Ataíde, a 'milícia de Jesus' deve combater a ANL

O cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Sebastião Leme, anuncia a promulgação dos estatutos da Ação Católica Brasileira (ACB) em todos os estados, dioceses e paróquias do país. O jornalista católico Alceu Amoroso Lima, mais conhecido como Tristão de Ataíde, seu presidente, falou no auditório do Automóvel Clube do Rio de Janeiro, lotado para o encerramento da festa de Pentecostes, sobre as responsabilidades da chamada “milícia de Jesus”. Segundo ele, o Brasil vive uma hora grave, por causa da criação da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Para enfrentá-la, ele defende a criação de uma aliança de direita: “essa frente única do bem, sob as várias modalidades que pode assumir no terreno político, social, moral ou intelectual, é uma das necessidades mais urgentes da hora grave em que vivemos”.

A ACB foi uma organização subordinada à hierarquia da Igreja, que visava congregar os leigos católicos em seus projetos de atuação da na sociedade civil. Os estatutos da entidade mostram uma preocupação especial com os operários, por causa de sua situação vulnerável ao comunismo.

A ACB se dividia em seções por idade e sexo: Juventude Católica Brasileira (JCB), Juventude Feminina Católica (JFC), Juventude Estudantil Católica (JEC), Juventude Universitária Católica (JUC) e Juventude Operária Católica (JOC). Houve ainda o grupo de Homens da Ação Católica (HAC) e a Liga Feminina de Ação Católica (LFAC).