julho

Assinados Acordos de Bretton Woods

Encontro cria duas instituições e define o dólar como referência internacional

Sob a liderança dos Estados Unidos, mais de 700 delegados de 44 países se reúnem para planejar a economia do mundo pós-guerra e evitar crises geradas por flutuações cambiais, como a que sucedeu à 1ª Guerra Mundial. A Conferência monetária e financeira das Nações Unidas realiza-se na pequena localidade de Bretton Woods, no estado norte-americano de New Hampshire.

O processo começou três anos antes, a partir dos planos elaborados por Harry Dexter White, nos Estados Unidos, e John Maynard Keynes, no Reino Unido. Na reunião, obteve mais adeptos a proposta dos Estados Unidos.

Com o objetivo de garantir a estabilidade monetária e financeira das nações capitalistas, ficou decidido que o dólar seria a moeda mais forte do planeta e referência mundial. Ou seja, cada país se comprometeu a manter a taxa de câmbio indexada ao dólar, e o valor deste, por sua vez, ficou ligado ao do ouro.

Foram criadas duas instituições financeiras internacionais: o International Bank for Reconstruction and Development — Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento  (Bird) — e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Bird, mais tarde renomeado como Banco Mundial, teria a missão de fornecer capitais para políticas e projetos de desenvolvimento dos países-membros.

O FMI seria uma espécie de “caixinha”, formada pela contribuição dos países-membros, que poderiam, em caso de necessidade, receber empréstimos do fundo, com a condição de se sujeitar à disciplina fiscal definida pelos dirigentes do fundo.