7 de julho

Ataques terroristas matam 56 em Londres

Atentados suicidas são represália pelas ações do Reino Unido no Oriente Médio

Quatro bombas acionadas por suicidas explodem no sistema de transporte de Londres, matando 56 pessoas e deixando ao menos 700 feridos. O atentado, motivado pelas guerras no Oriente Médio — lideradas pelos Estados Unidos com apoio do Reino Unido —, coincide com o início da reunião do G-8 na Escócia, à qual comparecem o premiê britânico, Tony Blair, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Naquela manhã de quinta-feira, muitos londrinos ainda comemoravam a escolha de Londres como sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, ocorrida no dia anterior. Às 8h51 (hora local), foi detonada a primeira bomba, num vagão do metrô. Em menos de uma hora, explodiriam mais três — duas no metrô e outra num ônibus.

Os responsáveis pelos ataques (todos britânicos, um deles naturalizado) integravam um grupo ligado à rede da Al-Qaeda, então comandada por Osama bin Laden.

O governo do Reino Unido instauraria um rigoroso estado de vigilância nos dias que se seguiram. Semanas depois, essa tensão faria outra vítima: confundido com um suposto terrorista, o brasileiro Jean Charles de Menezes seria executado, dentro do metrô, pela polícia londrina.

Dez anos após as explosões, seria inaugurado no Hyde Park um monumento com o nome dos mortos.