25 de março

Casa própria volta à agenda nacional

Minha Casa Minha Vida marca retomada da política de habitação

O governo federal lança o programa Minha Casa Minha Vida, com foco na construção de moradias populares subsidiadas pelo Estado. A meta para 2010 é contratar a construção de 1 milhão de moradias. Essa política resulta do diálogo entre governo, empresariado e entidades representativas da luta pela moradia.

No cenário econômico global da época, a necessidade de ativar o mercado se aliaria à necessidade de reduzir o déficit habitacional da população de baixa renda, estimado em 5,99 milhões de domicílios em 2009. O Minha Casa Minha vida, integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), viria a dinamizar a economia e gerar empregos.

O financiamento de imóveis a juros baixos permitiria a famílias com renda de até três salários mínimos pagar parcelas reduzidas e, ao mesmo tempo, garantiria a rentabilidade do empreendimento, realizado por construtoras privadas. Poderiam participar do programa famílias com rendas de zero a dez salários mínimos.

Até o final de 2010, o governo contrataria 1,3 milhão de habitações, superando a meta inicial. Seriam entregues 247 mil casas no período.

Em 2010 seria anunciada a segunda etapa do programa, prevendo a contratação de 2 milhões de moradias até 2014. Este objetivo seria novamente superado: no final desse ano, estariam contratados 3,4 milhões de casas e apartamentos em todo o país, 1,7 milhão dos quais já entregue, beneficiando cerca de 6,8 milhões de brasileiros em 5.288 municípios.

Até aquele ano, o Minha Casa Minha Vida geraria 1,3 milhão de empregos e estimularia a abertura de 80 mil novas empresas da cadeia produtiva da construção civil.