6 de julho

Cortes do FMI levam petroleiros à greve

Ameaçados pelo acordo com o Fundo, trabalhadores reivindicam estabilidade

Petroleiros de Campinas e Paulínia (SP) entram em greve reivindicando estabilidade no emprego, numa reação ao corte de investimentos nas empresas estatais. A Petrobras e outras companhias haviam sido atingidas pelo pacote imposto ao país pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em janeiro. O Ministério do Trabalho decretou intervenção no sindicato. 

Petroleiros de Minas e da Bahia aderiram à greve. Cerca de 60 mil metalúrgicos de São Bernardo (SP) paralisaram o trabalho em solidariedade aos petroleiros – o sindicato também sofreria intervenção. 

Nos dias seguintes, a Petrobras demitiria 353 trabalhadores com direito à estabilidade. A ditadura ameaçou decretar estado de emergência em São Paulo. Os trabalhadores decidiram suspender as greves, tentando negociar a volta dos demitidos.