15 de março

Costa e Silva assume a chefia da ditadura

General acena com democracia, mas vai radicalizar o autoritarismo

O general Arthur da Costa e Silva, ministro do Exército e membro do Comando Supremo da Revolução, toma posse como segundo presidente da ditadura. Expoente da chamada linha dura, Costa e Silva exonerou-se do cargo de ministro para disputar as eleições indiretas no Congresso, sem adversários. Teve como vice o deputado Pedro Aleixo, da Arena, um liberal oriundo da UDN de Minas. 

Da mesma forma que o antecessor, Castelo Branco, o segundo general presidente acena com um governo democrático – e da mesma forma será impermeável a contestações. Em seu governo, marcado pela confrontação das ruas ao regime, o país vai mergulhar ainda mais na espiral autoritária, que terá seu auge com a edição do Ato Institucional n°5 (AI-5), em dezembro de 1968.