3 de outubro

Costa e Silva é eleito presidente

Militar "linha dura" é escolhido pelo Congresso sob boicote do MDB

O general Arthur da Costa e Silva, um dos três membros do Comando Supremo da Revolução, é eleito indiretamente presidente da República, com 294 votos de deputados e senadores e 41 abstenções. Não participaram da votação 136 deputados do MDB, que se retiraram do plenário. Ministro da Guerra (Exército) de Castelo Branco e representante da chamada "linha dura" nas Forças Armadas, Costa e Silva tomaria posse em 15 de março de 1967, tendo como vice o deputado Pedro Aleixo, da Arena, um liberal da extinta UDN.

O segundo general presidente credenciou-se como líder da facção mais extremada da ditadura desde 1º de abril de 1964, quando chegou ao gabinete do Ministério da Guerra e assumiu o comando do Exército, autonomeando-se ministro. Junto com os ministros da Marinha e da Aeronáutica, atuou como fiador do governo Castelo Branco junto às Forças Armadas, que sustentavam de fato o regime.

O breve governo de Costa e Silva seria marcado por uma sucessão de crises políticas, com forte escalada da repressão aos movimentos sociais e o início do enfrentamento entre a ditadura e as organizações revolucionárias. Em dezembro de 1968, ele iria editar o Ato Institucional nº 5, radicalizando o regime ditatorial no país.