Agosto 2010

Cresce cooperação entre Brasil e África

Ampliação do comércio e abertura de novas embaixadas estreitam relação

Na primeira década do século 21, o Brasil define o continente africano como área estratégica para relações de comércio e de cooperação Sul-Sul.

Durante seus dois mandatos, o presidente Lula visitou 29 países do continente e renegociou a dívida de nações na região em um montante total de US$ 1 bilhão (75% do total da renegociação de dívidas pelo governo brasileiro no período).

As relações diplomáticas entre o Brasil e os países da África se intensificaram entre 2002 e 2010. Nesse período, foram abertas 19 novas embaixadas brasileiras — totalizando 37 —, fazendo do Brasil o 5º país não africano com maior representação diplomática no continente, atrás apenas de Estados Unidos, China, França e Rússia. No mesmo intervalo, 17 missões de países da África inauguram escritórios em Brasília.

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) se fortalecia, assim como as ações na área de cooperação educacional internacional. Em 20 de julho de 2010, era inaugurado, em Redenção (Ceará), o primeiro campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

As ações horizontais de cooperação entre o governo brasileiro e os governos de países africanos se multiplicavam, com missões técnicas em urbanismo e infraestrutura, segurança alimentar e saúde.

A cooperação incluía áreas tão diversas como a agricultura, com papel de destaque para a assistência técnica da Embrapa, e a defesa, com a estruturação da Marinha da Namíbia pela Marinha brasileira e constantes atividades da Embraer no continente.

O comércio exterior entre Brasil e África quadruplicou em oito anos, passando de US$ 5,38 bilhões para US$ 20,558 bilhões. O BNDES intensificou o incentivo a exportações de empresas brasileiras para a África: só no biênio 2008-2009, foi investido mais de R$ 1,1 bilhão.

A Vale e a Petrobras também ampliaram exponencialmente sua atuação no continente africano.