20 de março

EUA invade o Iraque e deflagra guerra

Como revide ao 11 de Setembro, Bush detona 'guerra ao terror'; ONU é contra

Um ano e meio após os atentados de 11 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ordena a invasão ao Iraque, como parte de sua campanha de "guerra ao terror". A Casa Branca alega que o ditador Saddam Hussein estaria armazenando armas de destruição em massa e financiando ações da Al-Qaeda — grupo responsável pelos ataques terroristas de 2001.

As justificativas do governo norte-americano se mostrariam não apenas frágeis, mas falsas: as tais armas de destruição em massa nunca foram encontradas, e não havia nem mesmo indício de que Hussein tivesse alguma ligação com a Al-Qaeda. Tais mentiras sustentaram uma ação militar que acabaria transformando o país árabe em palco do conflito mais violento do século 21. Além disso, a democracia prometida pelos Estados Unidos jamais seria instaurada.

Apesar da campanha mundial contra a guerra, a maior já vista, e da posição contrária do Conselho de Segurança da ONU, o conflito se arrastaria por mais de oito anos. Segundo estatísticas oficiais, até 2011 a guerra teria custado 170 mil vidas; relatórios independentes, no entanto, apontam para a morte de mais de 1 milhão de pessoas, como vítimas diretas ou indiretas da violência que tomou conta do Iraque. Cerca de 85% das mortes foram causadas pela guerra civil iniciada paralelamente à invasão estrangeira.

Em dezembro de 2003, Saddam Hussein foi encontrado num buraco, que usava como esconderijo. Em 2006, um tribunal iraquiano o condenou à forca. A transição entre governos mostrou-se um fiasco: a queda de Saddam deixaria um vácuo político e um estado de violência generalizada que se manteriam mesmo após a retirada das tropas, em 2011.