14 de dezembro

Dissidentes são expulsos do PT

Partido toma decisão após congressistas votarem contra a reforma previdenciária

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores decide expulsar de seus quadros os parlamentares que votaram contra a reforma da Previdência — a senadora Heloísa Helena (AL) e os deputados federais Babá (PA), João Fontes (SE) e Luciana Genro (RS). Eles haviam se recusado a acatar a orientação partidária de aprovação da proposta, alegando tratar-se de projeto tradicionalmente rejeitado pelo PT.

Esses parlamentares fundariam, em 6 de julho de 2004, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que nasceria impulsionado por essas e outras controvérsias do PT, principalmente a política econômica e as alianças do governo, além da própria condução interna do partido.

O Psol também agregaria militantes dissidentes de outras legendas, em especial do PSTU, recebendo o apoio de intelectuais socialistas de renome, como o geógrafo Aziz Ab’Saber, o jornalista e ex-deputado Milton Temer, os sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, os economistas João Machado e Leda Paulani, os filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes e o cientista político Carlos Nelson Coutinho.

Em 2006, o Psol lançaria a candidatura de Heloísa Helena à Presidência da República. Ela terminaria o pleito em terceiro lugar, com 6,57 milhões de votos (6,85% dos votos válidos). Em 2010, seria a vez de Plínio de Arruda Sampaio, que chegaria em 4º lugar, com 886 mil votos (0,87%).