24 de outubro

Bolsa de NY quebra e arrasta países

Ruína repentina leva pessoas ao desespero; economias viram pó

O preço das ações de empresas poderosíssimas, como a American Telephone and Telegraph, a United States Steel e a White Sewing Machine Company, até ontem negociadas em altos valores, despenca vertiginosamente e, mesmo assim, ninguém as quer comprar. Milhares de americanos perdem tudo que investiram. 

Pessoas que acreditavam ter seu patrimônio assegurado pelas ações de grandes bancos e companhias, viram-se falidos naquela quinta-feira, depois chamada de “Quinta-Feira Negra”. Foi como se toda a potente economia americana tivesse virado fumaça.

Com tantos pedidos de falência e o crescimento do desemprego, aumentava a angústia e a insegurança de trabalhadores e suas famílias. O desespero tomaria as ruas da cidade e se espalharia pelos Estados Unidos. 

O crash da bolsa de um dos mais importantes países do mundo, com um vibrante mercado de ações, foi um verdadeiro furacão, que desestabilizaria toda a economia mundial, contaminando os mercados da Europa e da América Latina — inclusive o Brasil.

Tinha início a maior crise da história do capitalismo.