5 de outubro

Eleição municipal traz novidades

Reeleição de prefeitos e urna eletrônica mudam a cultura eleitoral

A eleição municipal traz duas novidades importantes. Uma, tecnológica, foi a utilização em escala nacional da urna eletrônica. A outra, política, foi a possibilidade de reeleição de prefeitos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já vinha testando a urna eletrônica regionalmente desde o final da década de 1980. Os brasileiros adaptaram-se bem ao equipamento que, além de tornar as eleições mais seguras contra fraudes, parece ter estimulado a participação eleitoral.

Em comparação com o pleito de 1996, a proporção de votos válidos aumentou de 86,49% para 93,91% em 2000. Os votos brancos e nulos caíram de 13,51% para 6,09%.  A urna eletrônica vem sendo constantemente aperfeiçoada e sua tecnologia já foi exportada para outros países.

Pela primeira vez, os prefeitos puderam se candidatar a um novo mandato devido à aprovação, em 1997, da emenda que permitia a reeleição dos ocupantes de cargos executivos. Nas capitais, 20 dos 26 prefeitos se lançaram na disputa e 16 foram reconduzidos. A taxa nacional de reeleição nos municípios foi de 58,2% entre os que tentaram a reeleição.