19 de janeiro

País cumpre nova Carta e vai às urnas

Eleitores preenchem vagas abertas no Legislativo e elegem governadores

Realizam-se em todo o país as eleições convocadas pela nova Constituição, com vistas a adequar a representação política do país às mudanças promovidas pela Assembleia Constituinte. O pleito se dá 120 dias após a promulgação da Carta Magna, conforme previam suas Disposições Transitórias.

As eleições de 1947 tinham uma novidade: o voto tornava-se obrigatório para homens e mulheres, desde que alfabetizados. Cada um dos territórios federais, que antes não tinham representação alguma, pôde eleger um deputado federal.

Foram preenchidas 16 vagas de deputados em sete estados, que aumentaram suas bancadas ou tinham vagas em aberto por morte dos titulares. Para o Senado, foi eleito mais um representante por estado e suplentes. Nas diversas unidades da Federação, foram escolhidos governadores e deputados estaduais.

No Distrito Federal, os eleitores preencheram as 50 cadeiras da Câmara de Vereadores, criada pela nova Constituição. As eleições municipais no resto do país se realizaram entre setembro de 1947 e março de 1948, de acordo com as datas definidas pelas Constituições estaduais.

O PSD elegeria 13 dos 20 governadores e 12 dos 25 novos senadores. A UDN obteria a segunda maior votação e faria sete governadores e seis senadores, além de 10% das cadeiras da Câmara de Vereadores do Distrito Federal, a reboque da grande votação dada a Carlos Lacerda. O PTB elegeria dois senadores, e o PSP (Partido Social Progressista), um.

Às vésperas de ser mandado novamente para a clandestinidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PCB mostrou bom desempenho eleitoral. Elegeu a maior bancada na Câmara dos Vereadores do Distrito Federal e um suplente de senador na capital do país, além de 46 deputados estaduais em 15 estados.