03–13 de maio

Em maio em Paris, a imaginação quer o poder

Estudantes contestam toda autoridade; rebelião jovem se espalha pelo mundo

No dia 3 de maio tem início em Paris uma manifestação contra o fechamento da Universidade de Nanterre. Estudantes ocupam a Sorbonne e a transformam em Universidade Crítica. A polícia invadiu as instalações e realizou mais de 600 prisões. Com a Sorbonne fechada, os protestos ganharam as ruas. Barricadas foram levantadas e mais de 500 mil pessoas percorreram as vias da cidade, carregando cartazes e faixas onde se podia ler: “Che está morto, mas a luta continua”.

No dia 13, estudantes e trabalhadores se unem contra a política trabalhista e educacional do governo do general De Gaulle. O movimento se ampliou ainda mais com a decretação de uma greve que paralisaria 10 milhões de operários. Fábricas da Citröen e a Peugeot foram ocupadas e a Bolsa de Valores, incendiada.

Atrás de barricadas e com palavras de ordem radicais – “É proibido proibir” e “A imaginação no poder” –, o movimento contestava diretamente a autoridade e se tornaria o estopim de rebeliões juvenis ao redor do mundo. Em 1968, estudantes enfrentariam a polícia na Europa, Estados Unidos, México, Argentina e, naturalmente, no Brasil.