30 de janeiro

Plano Siderúrgico Nacional cria a CSN

Autorizada a fundação da empresa, cuja usina será em Volta Redonda

Decreto presidencial autoriza a Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional a constituir uma sociedade anônima, que desempenhe todas as ações necessárias para a construção da usina siderúrgica, considerada de interesse nacional.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) seria fundada em abril daquele ano, quando também se iniciariam as obras da usina de Volta Redonda. Em 7 de maio, Getúlio visitou as obras, na companhia do presidente do Paraguai, Higinio Morínigo. Durante a visita, defendeu a necessidade da nacionalização da exploração das riquezas do país.

Em seu discurso, explicou: “não sou exclusivista nem cometeria o erro de aconselhar o repúdio do capital estrangeiro a empregar-se no desenvolvimento da indústria brasileira sob a forma de empréstimos, no arrendamento de serviços, concessões provisórias ou em outras múltiplas aplicações equivalentes. Mas, quando se trata da indústria de ferro, com a qual havemos de forjar toda a aparelhagem dos nossos transportes e da nossa defesa; do aproveitamento das quedas-d’água, transformadas na energia que nos ilumina e alimenta as indústrias da paz e da guerra; das redes ferroviárias de comunicação interna, por onde se escoa a produção e se movimentam, em casos extremos, os nossos exércitos; quando se trata — repito — da exploração de serviços de tal natureza, de maneira tão íntima ligados ao amplo e complexo problema da defesa nacional, não podemos aliená-los, concedendo-os a estranhos, e cumpre-nos, previdentemente, manter sobre eles o direito de propriedade e de domínio”.