Junho

EUA ditam reforma do ensino no Brasil

Acordos MEC-Usaid subordinam educação a interesses econômicos

Dois meses depois do golpe apoiado pelo governo norte-americano, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) firma acordos de assistência técnica com a United States Agency for International Development (Usaid). Mantido em segredo por quase dois anos, o conteúdo dos acordos MEC-Usaid foi a base de uma reforma do ensino voltada para as necessidades imediatas da economia e os interesses do mercado.

A implantação desse modelo implicaria mais tarde a substituição dos cursos primário, ginásio, clássico e científico pelos cursos de primeiro e segundo graus, com redução de um ano de estudo e da carga horária de ciências humanas, abolição de matérias como filosofia e latim e adoção obrigatória do estudo de inglês. Os acordos previam ainda a substituição da universidade pública por fundações e universidades particulares.

A revelação dos acordos, a partir de 1966, repercutiu fortemente, gerando protestos de estudantes e educadores.