11 de fevereiro

País já tem 62% mais universitários

Ações de inclusão abrem milhares de vagas para a população de baixa renda

Entre 2003 e 2010, o número de estudantes matriculados no ensino superior no Brasil aumentou 62%, passando de 3,9 milhões para 6,4 milhões. O foco governamental na inclusão educacional se baseia em dois eixos principais: expansão das universidades públicas e políticas de financiamento para estudantes de baixa renda em instituições privadas de ensino.

No período, o orçamento das universidades federais triplicaria, passando de R$ 6,4 bilhões para R$ 20,7 bilhões. O número de vagas em universidades públicas cresceu 57,6%, chegando a 939 mil matrículas. O Reuni — Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais —, lançado em 2007, criaria 14 novas universidades federais e 126 novos campi, com foco na política de interiorização do ensino superior e na ampliação do número de matrículas nas regiões Norte e Nordeste.

No âmbito do acesso ao ensino privado, o ProUni concederia 1,13 milhão de bolsas totais ou parciais entre 2005 e 2010. O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa governamental de financiamento de mensalidades a juros baixos, criado em 1999, contemplaria mais 430 mil contratos entre 2003 e 2010.

Com foco em inclusão, expansão e qualidade, programas do governo federal envolvem o incentivo à permanência dos estudantes de baixa renda nas universidades federais — como o Plano Nacional de Assistência Estudantil, de 2008 — e a criação, em 2004, do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior.