18 de setembro

Fundada a Atlântida Cinematográfica

Empresa no Rio pretende fazer cinema industrial unindo arte e popularidade

Moacir Fenelon e José Carlos Burle fundam no Rio de Janeiro a Companhia Atlântida Cinematográfica. A nova empresa pretende promover o desenvolvimento industrial do cinema brasileiro.

A empresa logo se tornaria parceira do empresário Luís Severiano Ribeiro, distribuidor de filmes norte-americanos e dono de cinemas. Com isso, além de produzir filmes, a Atlântida também os distribuiria, o que contribuiria para seu sucesso.

Nos dois primeiros anos, a empresa produziria apenas cinejornais, e o primeiro seria “Atualidades Atlântida”. Em 1943, lançaria seu primeiro sucesso, “Moleque Tião”, com Grande Otelo. A partir daí, a empresa se consolidaria como a maior produtora de filmes do Brasil

Devido ao grande número de musicais produzidos, a Atlântida seria responsável por levar ao público a imagem em movimento dos cantores que dominavam o mercado fonográfico brasileiro, como Cármen Miranda, Francisco Alves, Emilinha Borba, Ivon Curi e Alvarenga e Ranchinho, entre outros, só conhecidos por fotos em revistas. Em seus filmes também despontariam músicos como Radamés Gnattali, Lírio Paricali, Léo Perachi e Lindolfo Gaia.

Inspirados nas produções norte-americanas, mas com tempero brasileiro, os filmes da Atlântida levariam às telas elementos do teatro de revista, do Carnaval e do circo — principalmente o humor. Esse estilo se consolidaria principalmente a partir de 1947, com as “chanchadas”, das quais Oscarito seria a grande a estrela, fazendo dupla com Grande Otelo.

Até 1962, a Atlântida produziria 66 filmes. Infelizmente, algumas dessas obras se perderiam num trágico incêndio em suas instalações, no ano de 1952.