26 de janeiro

Governo impõe censura prévia à imprensa

Censores se instalam nas redações; alternativos têm que mandar textos para Brasilia

O presidente Garrastazu Médici baixa o Decreto-Lei nº 1.077, que regulamenta a censura prévia a livros e periódicos. A partir daí, censores se instalariam nas redações de jornais e revistas. A eles caberia decidir o que poderia ou não ser publicado. A imprensa nanica ou alternativa, por sua vez, passou a ser obrigada a enviar os textos que pretendia publicar para a Divisão de Censura do Departamento de Polícia Federal, em Brasília.

A censura atingiu a imprensa de forma diferenciada. Jornais de grande circulação, como "O Estado de S.Paulo", "Última Hora" e "Correio da Manhã", foram cerceados na capacidade de informar. Periódicos da imprensa alternativa, como "Opinião", "Movimento" e "O Pasquim", foram estrangulados pela obrigação de levar textos e imagens até Brasília, prejudicando os prazos de edição.