30 de janeiro

Hitler é o novo chanceler alemão

Líder nazista assume governo prometendo reprimir comunistas

Milhares de alemães marcham em Berlim para comemorar a ascensão de Adolf Hitler ao poder. O gabinete do novo primeiro-ministro é encabeçado por Hermann Göring, comissário do Reich para a Aviação e ministro do Interior para a Prússia.

O mais poderoso auxiliar de Hitler passava, assim, a controlar 150 mil policiais do principal estado do país, o que meses depois daria origem à Gestapo, a polícia política do Reich.

Uma parte significativa da população apoiava o discurso do líder supremo dos nazistas. Com 33% dos votos, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães — ou Nazista, como ficou conhecido —, de extrema-direita, foi o mais votado para o Parlamento em 1932.

Os nazistas defendiam a união nacional, garantida por um Estado governado por um partido único — o deles —, e a superioridade da “raça ariana”. Seus adeptos eram principalmente os desempregados, jovens e membros da classe média baixa, como pequenos negociantes, funcionários administrativos, artesãos e fazendeiros.

Durante a posse do novo primeiro-ministro, os nazistas divulgaram um manifesto, afirmando que “a luta mais violenta vai começar agora”. Deputados comunistas e social-democratas decidiram então apresentar, na reabertura dos trabalhos do Parlamento, em 7 de fevereiro, uma moção de desconfiança ao novo governo. Na véspera, porém, foi publicado um decreto restringindo os direitos constitucionais e a liberdade de imprensa.

No dia 27 de fevereiro, o prédio do Parlamento, o Reichstag, seria incendiado. O inquérito, até hoje discutido, indicou como principal culpado o comunista holandês Marinus van der Lubbe, que acabou morto na guilhotina. O evento serviu de pretexto para Hitler decretar o estado de emergência e suprimir os direitos individuais. 

A barbárie estava apenas começando.