1º de maio

Justiça do Trabalho é consolidada

Novos decretos também criam escolas profissionalizantes e refeitórios

Getúlio assina importantes decretos na sacada do palácio do Trabalho (sede do Ministério do Trabalho), diante de 100 mil trabalhadores. Durante a cerimônia, desfilam, empunhando estandartes e dísticos, os representantes dos sindicatos do Distrito Federal, além de delegações sindicais dos estados Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O desfile dura duas horas.

Após a saudação do ministro do Trabalho, Valdemar Falcão, o presidente explicou aos trabalhadores os novos decretos: “Significativamente, reservou-se, para o dia de hoje, a assinatura das leis criando a Justiça do Trabalho, os refeitórios populares e as escolas e ofícios nos estabelecimentos industriais. Podeis apreender, facilmente, o alcance dessas iniciativas. A justiça especial, encarregada de resolver por processo, rápido e eficiente, os dissídios comuns nas relações de trabalho, constituía uma de suas antigas aspirações. Vemo-la, agora, completando a legislação trabalhista, como fruto da experiência de alguns anos. A outra lei visa oferecer, nas fábricas, alimentação sadia e barata aos operários e, nas escolas anexas às empresas, o aperfeiçoamento técnico e a educação profissional dos filhos, sob as vistas de seus próprios pais”.

O presidente continuou: “Trabalhadores: como vedes, no regime vigente, participais, diretamente, das atividades organizadoras do Estado, em contraste flagrante com a situação anterior a 1930, quando os vossos interesses e reclamos não eram sequer ouvidos e morriam abafados nos recintos estreitos das delegacias de polícia”.

O Orfeão dos Professores, sob a regência do maestro Heitor Villa-Lobos, executou o Hino Nacional. O Departamento Nacional de Propaganda transmitiu pelo rádio, em rede nacional, a manifestação.