12 de julho

Londres e Moscou se aliam contra Hitler

Após o brutal ataque alemão à URSS, Churchill assina acordo com Stálin

O premiê britânico, Winston Churchill, e o líder soviético, Josef Stálin, assinam um tratado de apoio recíproco contra a Alemanha. Segundo Churchill, a intenção das duas potências é destruir Hitler e o regime nazista.

No dia 22 de junho, o chefe do governo britânico dera a seguinte declaração: “Hoje, às quatro horas da manhã, Hitler atacou e invadiu a Rússia. Isto não foi nenhuma surpresa para mim, pois eu já tinha advertido Stálin, de maneira explícita e clara, sobre o que ocorreria. Eu o adverti do mesmo modo como já advertira outros antes. Hitler é um monstro maligno, insaciável na sua sede de sangue e de pilhagem. É por isso que esse filho sanguinário da sarjeta está mandando agora seus exércitos blindados a uma nova missão de carnificina, de saque e de destruição”.

O tratado entre britânicos e soviéticos desagradou aos Estados Unidos, que viram nessa aliança uma ameaça à futura ordem global de paz sob a liderança deles e do Reino Unido. Os comunistas não estavam no plano.

Churchill e o presidente Roosevelt, dos Estados Unidos, se encontrariam secretamente entre 10 e 14 de agosto. Nesse dia, divulgariam a Carta Atlântica, na qual recusavam as modificações territoriais que ignorassem a aprovação voluntária dos povos envolvidos, defendiam o direito de autodeterminação dos povos e a livre escolha do regime de governo de seu país, bem como a igualdade de direitos no acesso ao comércio mundial e às matérias-primas. Em setembro de 1941, Stálin assinaria, com ressalvas, a Carta Atlântica.

Até aquele momento, os norte-americanos ainda não haviam entrado na guerra. As tropas nazistas avançavam cada vez mais sobre a Europa, e tanto a União Soviética quanto a Grã-Bretanha sofriam diariamente pesados ataques  da  aviação alemã.