29 de outubro

Lula é reeleito presidente do Brasil

Economia forte e aumento do emprego garantem grande votação no 2º turno

Após uma campanha marcada por acusações, Lula é reeleito presidente do Brasil, com 60,83% dos votos válidos no segundo turno. Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo, obtém 39,17% dos votos.

No primeiro turno, 48,61% dos eleitores haviam votado em Lula, 41,64% em Alckmin e 6,85% na senadora Heloísa Helena, do PSOL. Em quarto lugar ficou o ex-ministro da Educação do governo Lula, Cristovam Buarque (PDT), com 2,64% dos votos.

Surpreendentemente, Alckmin teve menos votos no segundo turno do que no primeiro. A pauta da corrupção, que havia ocupado boa parte do discurso oposicionista desde que estourara o escândalo do “mensalão”, foi claramente suplantada pelo crescimento da economia, pelo aumento do emprego e da renda e pelas políticas de inclusão social.

Segundo pesquisa do IBGE de setembro de 2006, a pobreza no país caíra 19% no governo Lula. Entre 2003 e 2006 a economia crescera à taxa média de 3,5%, e foram gerados 6,4 milhões de empregos formais.

A avaliação positiva do governo Lula às vésperas do pleito ajuda a explicar o resultado das urnas: pesquisa Datafolha divulgada quatro dias antes do segundo turno concluía que 53% da população classificava como boa ou ótima a gestão de Lula, e outros 31% a consideravam regular.

Como resultado das eleições gerais de 2006, o governo passava a ter 15 governadores aliados; o Congresso Nacional renovava 45% de sua composição; o partido com maior bancada tornava-se o PMDB, com 89 deputados, seguido pelo PT, com 83, e pelo PSDB, com 65; no Senado, a oposição obteve ampla maioria: o PFL contava agora com 18 membros (maior bancada), o PSDB, com 15, e o PMDB, com 16.