19 de agosto

De olho nas eleições, Marina deixa o PT

Senadora negocia com o PV e prepara candidatura com discurso ambientalista

Marina Silva anuncia sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT). A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente alega divergências com a concepção de desenvolvimento do partido e do governo.

Nascida no Acre, Marina começou sua carreira política em 1984, como fundadora e vice-coordenadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) daquele estado, ao lado do líder seringueiro Chico Mendes. No ano seguinte, filiou-se ao PT e, em 1988, foi a vereadora mais votada de Rio Branco.

Em 1990, Marina elegeu-se deputada estadual e, quatro anos depois, aos 36, venceu a disputa para o Senado, tornando-se a mais jovem senadora da República — cargo para o qual se reelegeu em 2002. Em 2003, foi convidada pelo presidente Lula a assumir o Ministério do Meio Ambiente, onde permaneceu até 2008.

Após deixar o PT, Marina Silva se filiaria ao Partido Verde (PV), sigla pela qual concorreria à Presidência da República em 2010. Marina se consolidaria como importante liderança entre os ambientalistas e entre os neopentecostais, obtendo 19,33% do total de votos válidos.

Os 19,6 milhões de votos obtidos a situavam no terceiro melhor desempenho em eleições presidenciais até então desde a redemocratização, consolidando-a como um dos principais atores políticos do país.

Marina disputaria novamente a eleição presidencial em 2014, agora pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), como vice na chapa de Eduardo Campos. Com o acidente que tirou a vida de Campos, ela assumiria a cabeça da chapa, com o discurso da “nova política”.

Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto, Marina perderia força na reta final do primeiro turno. Mesmo assim, ficaria em terceiro lugar na disputa e receberia mais de 22,1 milhões de votos — 21,32% do total. No segundo turno, apoiaria Aécio Neves, candidato do PSDB.