2 de maio

Militares entram na repressão política

Inteligência militar faz combate direto – e sujo – a grupos de oposição

É criado o Centro de Informações do Exército (CIE), que seria um dos maiores responsáveis pela repressão, tortura e assassinatos de membros de organizações de esquerda no Brasil. Ligado diretamente ao gabinete do Ministério do Exército, o CIE colaborou para a implantação de centros de tortura em dependências militares e em aparelhos clandestinos de repressão, como a Casa da Morte, em Petrópolis (RJ), a “boate” de Itapevi e a Fazenda 31 de Março, ambas em São Paulo.

Em todos esses locais eram correntes a prática de torturas, execuções e desaparecimentos de adversários políticos do regime. Pouco tempo depois do CIE, foi criado o Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa), com os mesmos objetivos. A Marinha tinha o seu Centro de Informações (Cenimar) desde 1957. Nos primeiros anos da ditadura, o Cenimar já atuava na repressão, em parceria com o delegado Sergio Paranhos Fleury, do Dops de São Paulo. Os três centros militares de informações competiam entre si na caçada aos oposicionistas e na brutalidade dos métodos.