14 de agosto

Após 2 explosões nucleares, Japão se rende

Bombas matam centenas de milhares e assombram o mundo. Acaba guerra no Pacífico

O Japão se rende incondicionalmente alguns dias depois que milhares de japoneses são mortos por duas bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos em seu território.

No dia 6 de agosto, uma luz branca ofuscante desintegrou a maior parte da cidade de Hiroshima. Mais de 100 mil pessoas morreram na hora e milhares depois, em consequência de queimaduras ou de envenenamento por rádio, o material nuclear do artefato. Três dias depois, outro cogumelo de fogo devastou Nagasaki, matando mais de 35 mil pessoas.

Com a rendição do Japão, terminava a Segunda Guerra, que ainda era travada no Pacífico. A Alemanha já havia se rendido no início de maio, mas o Exército Imperial Japonês mantinha a guerra em seu território contra os Aliados, obrigando-os a tomar o arquipélago ilha por ilha.

A luta já era sangrenta, e já totalmente desfavorável aos japoneses antes das bombas atômicas. Em março, ocorrera uma das mais dramáticas batalhas do conflito, em Iwo Jima. De março a junho, os Aliados atacaram Okinawa por terra, mar e ar. Um quarto da população civil do arquipélago morreu durante a investida.

A decisão de Truman de lançar bombas atômicas sobre a população civil japonesa até hoje é fortemente criticada. Era mesmo necessária uma ação extrema e devastadora como essa para pôr fim a uma guerra que estava com os dias contados, contra um país cercado e isolado no Pacífico?

Para muitos, a real intenção do presidente Truman foi dar à União Soviética uma amostra do poderio bélico norte-americano. A 2ª Guerra Mundial estava dando lugar à Guerra Fria.