25 de agosto

Paris em festa: cidade está livre dos nazistas

Alemães se rendem incondicionalmente à Resistência e às tropas do general Leclerc

Paris finalmente está livre do domínio nazista. A população canta e dança pelas ruas, comemorando a libertação da capital francesa, ocupada pelos alemães desde 1940.

Alguns dias antes, atendendo à conclamação da Resistência Francesa e animada com a aproximação das Forças Francesas Livres e das tropas norte-americanas, a população havia se rebelado contra a ocupação — ergueu barricadas nas ruas, fez greves na polícia, nos correios e no metrô, suspendeu a transmissão das rádios, ocupou ministérios, redações de jornais e órgãos da administração municipal. Grupos da Resistência, armados, saíram às ruas.

Em Paris, a Resistência Francesa era formada, em sua maioria, por comunistas, liderados por Henri Rol-Tanguy. Temendo que os comunistas entrassem primeiro na cidade e assumissem o papel de libertadores, De Gaulle exigiu dos Aliados que a Divisão da França Livre comandada pelo general Philippe Leclerc entrasse em Paris antes das tropas norte-americanas. Simbolicamente, queria deixar claro ao povo francês que Paris fora libertada por franceses, mas sob seu comando.

Assim, a 2ª divisão blindada francesa, comandada pelo general Leclerc, chegou a Paris em 23 de agosto. No dia seguinte, foi a vez tropas aliadas.

Os combates com os alemães foram intensos, até que o general Leclerc e o líder da Resistência receberam juntos a capitulação do general alemão Dietrich von Choltitz, comandante da região metropolitana de Paris. Paris estava livre.

De Gaulle discursou diante do Hôtel de Ville, no coração da cidade, assumindo a posição de libertador. No dia seguinte, participaria da parada triunfal da 2ª divisão blindada francesa. Partindo do Arco do Triunfo, ele desceu a avenida Champs-Elysées e seguiu até a catedral de Notre-Dame. Ouviram-se tiros, disparados por franco-atiradores alemães, porém incapazes de deter a parada. No dia 9 de setembro, De Gaulle tomaria posse como presidente, num governo de unidade nacional.

Henri Rol-Tanguy se juntou ao exército francês e tomou parte nas campanhas finais da 2ª Guerra Mundial, sendo considerado um dos heróis da França no conflito.

Hitler ordenara a Von Choltitz que destruísse a capital francesa, para retardar o avanço dos Aliados. O general, no entanto, desobedeceu ao “führer”, e Paris não ardeu em chamas. Ao contrário, protagonizou uma grande festa popular.