18 de fevereiro

PCC lidera motim em 29 presídios de SP

Facção criminosa ordena rebelião que termina com 16 mortos e 77 feridos

A organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) lidera uma das maiores rebeliões carcerárias de todos os tempos, com a sublevação simultânea de 29 unidades prisionais de São Paulo: 25 presídios, 2 delegacias e 2 cadeiões (Centros de Detenção Provisória).

Nesse domingo, dia de visitação, o PCC ordenou a rebelião a fim de exigir o retorno ao Complexo do Carandiru de cinco líderes da facção transferidos para presídios do interior do Estado. As autoridades foram surpreendidas pela sincronização das revoltas, que começaram pouco depois do meio-dia na Penitenciária do Estado e se alastraram rapidamente pelas outras unidades prisionais. Os visitantes eram mantidos como reféns.

Toda a ação dos rebelados foi coordenada pelo mais destacado líder do PCC, Idemir Carlos Ambrósio, o Sombra, preso na Casa de Custódia de Taubaté. O levante de 27 mil detentos só terminou no dia seguinte, 27 horas após o seu início, com um saldo de 16 mortos e 77 pessoas feridas, entre policiais e prisioneiros. A reivindicação de retorno dos líderes do PCC para o Complexo do Carandiru não foi atendida.