28 de março

PFL troca de nome e agora é 'Democratas'

Alteração visa melhorar imagem desgastada de partido conservador

Em convenção realizada no auditório do Senado, o Partido da Frente Liberal (PFL) decide, por aclamação, trocar o nome para “Democratas” (sigla DEM) e eleger o deputado Rodrigo Maia (RJ) para sua presidência.

Entre 1985 e 2002, o Partido da Frente Liberal (PFL) ocupara a Vice-Presidência da República nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Nesse período, chefiou ministérios e estabeleceu expressiva presença em todo o país com sua agenda conservadora, disputando ombro a ombro com o PMDB o posto de maior legenda.

O saldo das eleições de 2006, porém, foi o pior de sua história. Pesaram contra o PFL não apenas a alta popularidade do presidente Lula (o que levou à derrota várias coligações de oposição ao governo), mas também o desgaste da imagem da legenda.

Além de identificada como herdeira da Aliança Renovadora Nacional (Arena, partido de sustentação da ditadura militar), o PFL vinha protagonizando uma série de escândalos de corrupção —  entre 2000 e 2007, foi o partido com mais mandatos cassados de seus membros.

A mudança do nome, acompanhada da eleição do jovem Rodrigo Maia (então com 36 anos) para a presidência do partido, foi uma tentativa de se apresentar rejuvenescido perante o eleitorado.

A estratégia, porém, não emplacaria. Nas eleições seguintes, o DEM veria o número de seus parlamentares e governadores despencar, e sua relevância nas urnas se equiparar à das legendas de menor expressão.