22 de setembro

Polícia invade PUC-SP em noite de terror

Secretário de Segurança comanda violência; seis estudantes queimadas por bombas

Na noite de 22 de setembro de 1977, cerca de 2 mil estudantes de São Paulo e delegações de todo o país participam de ato público pela recriação da União Nacional dos Estudantes (UNE) em frente ao Tuca, teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC), e são surpreendidos pela ação violenta de 3 mil policiais.

Sob comando do secretário da Segurança Pública, coronel Erasmo Dias, a tropa, apoiada por blindados, investiu com truculência contra os estudantes, que tentavam se abrigar dentro da universidade. O prédio foi invadido pelos policiais, que prenderam alunos e espancaram professores. Bombas explodiram e seis estudantes sofreram queimaduras. Dezenas foram levados para o Dops.

A invasão da PUC foi uma das últimas ações violentas da ditadura contra o movimento estudantil. Três meses antes, em junho, já havia ocorrido a invasão da Universidade de Brasília (UnB) e da Faculdade de Direito da  USP. O movimento, que começara a se reorganizar em 1976, ganharia cada vez mais impulso e fortaleceria a luta da sociedade pela redemocratização.