19 de março

Direita consolida poder em Portugal

Nova Constituição só permite funcionamento do partido de Salazar

O povo português comparece às urnas e aprova a Constituição elaborada por um grupo de professores convidados pelo presidente do Conselho de Ministros, Antônio Oliveira Salazar. As abstenções e os votos em branco são computados em favor da nova Carta Magna do país.

Como resultado do plebiscito, Portugal passou a ter apenas um partido, a União Nacional — todos os outros foram extintos. O Poder Executivo, comandado por Salazar, concentrou grandes poderes, podendo legislar por meio de decretos-lei. Inicia-se aí o período que ficou conhecido como Estado Novo, um regime conservador, autoritário e nacionalista, de inspiração fascista. 

Todas as colônias ultramarinas — Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e o Timor Leste — tornaram-se parte de Portugal, que, segundo o ideário salazarista, seria “uma nação indivisível que vai do Minho até o Timor”.