16 de junho

Países em ascensão formam o BRIC

Rússia, Índia, China e Brasil se unem em novo bloco político

Realiza-se a Primeira Cúpula do Bric, bloco político e econômico formado pelas quatro principais potências emergentes no mundo: Brasil, Rússia, Índia e China. O bloco surge, sob iniciativa do Brasil e da Rússia, em um cenário de multipolaridade internacional, em que a antiga supremacia europeia e norte-americana é substituída pela coexistência com as potências emergentes. A atuação do grupo se basearia em dois eixos principais: a articulação em instâncias multilaterais sobre temas de interesse comum e a construção de uma agenda de cooperação dentro do Bric.

Em gestação desde 2006, o Bric teria papel fundamental na consolidação do G-20 como principal fórum global de debate econômico, com protagonismo dos países emergentes no enfrentamento da crise por meio de políticas econômicas anticíclicas. Outra conquista do bloco seria avançar na reforma das instituições financeiras internacionais, com foco na amplificação da voz dos países emergentes nessas instituições. Um dos principais resultados atingidos seria a reforma das cotas de participação no FMI e no Banco Mundial, que beneficiariam não apenas os quatro países do bloco, mas vários outros países em desenvolvimento.

No plano político, o Bric aprofundaria o diálogo e a negociação internacional em torno de temas de interesse comum, como a reforma das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança, a erradicação da pobreza, a mudança climática e o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Em abril de 2011, a terceira cúpula oficializaria a entrada da África do Sul no bloco, cunhando a nova sigla: Brics. O ingresso ampliaria a representatividade do grupo, consolidando-o como um bloco diplomático integrado por representantes de quatro continentes, com culturas diversas, unidos em torno de projetos para construção do multilateralismo e do respeito ao direito internacional.