22 de novembro

Kennedy é morto a tiros em Dallas

Presidente desfilava em carro aberto; governador do Texas também sai ferido

O presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, é assassinado em Dallas, no Texas, enquanto desfilava em carro aberto pelas ruas da cidade. Pelo menos três tiros atingiram o veículo, e um deles feriu o governador do Texas, John Bowden Connally.

As imagens gravadas pelo cinegrafista amador Abraham Zapruder seriam das mais vistas no mundo. O presidente desfilava no banco de trás de um automóvel conversível, ao lado de sua mulher, Jacqueline. No banco da frente, estavam o governador John Bowden Connally Jr e sua mulher, Nellie.

De repente, ouviram-se três tiros. O primeiro errou o alvo; o segundo atravessa Kennedy pelas costas e — segundo a primeira versão oficial — fere também Connally no ombro; o terceiro, na cabeça do presidente, foi fatal.

Nas horas seguintes, seria preso Lee Harvey Oswald, apontado como autor isolado do atentado. Segundo a polícia, ele atirara do sexto andar de um prédio com uma arma de precisão. Dias depois, quando era transferido da delegacia para o presídio, Oswald seria morto por Jack Ruby, dono de uma boate em Dallas.

O assassinato de Oswald estimularia o surgimento diversas teorias conflitantes sobre a morte de Kennedy. Algumas atribuíam a responsabilidade do assassinato à KGB, o serviço secreto soviético; outras, à CIA; e havia ainda aquelas que culpavam a máfia.

No entanto, a Comissão Warren, nomeada pelas autoridades e presidida pelo chefe de Justiça, Earl Warren, chegaria à conclusão de que Oswald agira sozinho e disparara três vezes.

Esse resultado, segundo os descrentes, presumia a existência de uma “bala mágica”, que teria atravessado o peito de Kennedy pelas costas e, mudando de trajetória, atingido o ombro do governador Connally, à sua frente — uma explicação que excluía a hipótese de um segundo atirador.

Em 1975, o então presidente Gerald Ford autorizaria a divulgação do vídeo de Zapruder, no qual uma imagem em especial poria em dúvida a conclusão do Relatório Warren. No filme, Kennedy cai para o lado, quando é atingido na cabeça. Se o tiro tivesse vindo de trás, como afirma a Comissão Warren, o presidente teria sido arremessado para a frente, pelo impacto da bala.

Ford criaria uma nova comissão no Congresso, que acabaria admitindo a hipótese de um segundo atirador na cena do crime.