6 de junho

Prestes recebe pena de 14 anos de prisão

Julgado à revelia, líder comunista vivia clandestino; PCB enfrenta dissidências

Vivendo na clandestinidade e julgado à revelia, Luís Carlos Prestes, secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), é condenado a 14 anos de prisão. O processo baseou-se em dezenas de cadernetas com anotações sobre atividades do PCB apreendidas no ano anterior pela polícia de São Paulo em uma das casas em que morou.

Durante o ano de 1966, nas discussões preparatórias para o 4° Congresso do PCB, o partido começou a se dividir na avaliação política do golpe militar e da derrota da esquerda no Brasil. Abriram-se dissidências na estrutura do PCB, que iriam gerar organizações como a Ação Libertadora Nacional (ALN), a Corrente, o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), todas elas engajadas na luta armada, contrariamente à orientação do partido.