2 de dezembro

Digitalização chega à TV brasileira

Brasil adapta modelo japonês com gratuidade de sinal para o consumidor

Têm início, em São Paulo, as primeiras transmissões oficiais dos sinais do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Gratuita ao público, a TV digital requer aparelho específico para captação de sinal ou televisor adaptado, e tem alta qualidade de imagem e som.

Outros aspectos inovadores são a mobilidade e a portabilidade do sinal — possibilidade de assistir em carros, celulares e notebooks em movimento —, a multiprogramação (mais de um programa em um só canal) e a interatividade. Essas são também algumas das principais características da internet, que tem crescimento exponencial do número de usuários no período.

A escolha do padrão de TV digital a ser adotado pelo Brasil passou por uma série de debates: além de três modelos já existentes (o norte-americano, o europeu e o japonês), havia a possibilidade de desenvolver um padrão brasileiro próprio, com a criação de um polo exportador de tecnologia.

Por essa proposta, boa parte dos US$ 100 bilhões que movimentaria a implantação da TV digital no Brasil retornaria, a título de royalties, aos donos das tecnologias utilizadas, o que reduziria o montante enviado ao exterior.

Os opositores da proposta apontavam que a escolha de um padrão brasileiro criaria uma nova reserva de mercado, impossibilitando ganho de escalas, elevando o custo de produção e, consequentemente, o preço de venda.

A escolha final seria pelo modelo ISDB-TB, uma adaptação brasileira ao padrão japonês ISDB-T — com gratuidade ao consumidor, ao contrário do europeu —, acrescido de tecnologias desenvolvidas nas pesquisas das universidades brasileiras.

Até 2015, o Brasil contaria com cerca de 50 milhões de televisores capazes de captar o sinal digital. A meta era atingir 93% das residências até 2018.