6 de junho

MTST se envolve em pancadaria no DF

Ato pela reforma agrária termina com depredação e prisão de manifestantes

Impedidos de entrar no Congresso para a entrega de documento com reivindicações ao presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mais de 500 integrantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) entraram em confronto com os seguranças. O ato terminou em depredação e prisão de manifestantes.

As imagens do quebra-quebra acabaram repercutindo mais que o objetivo da manifestação, desviando o foco. Entre as sete demandas do movimento, estavam a desapropriação de terras em débito com a União e a punição para crimes ambientais praticados pelas grandes empresas do agronegócio.

O MLST pedia também a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que previa a expropriação de fazendas onde fosse comprovada a prática de trabalho escravo.  A emenda tramitava no Congresso havia cinco anos. 

Os manifestantes reivindicavam ainda a atualização dos índices de produtividade. Esses índices, utilizados para inclusão de uma propriedade rural na lista de terras passíveis de reforma agrária, eram os mesmos instituídos pela ditadura, 30 anos antes. 

A polícia autuou e prendeu 537 militantes do MLST e o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra 116, a maioria deles enquadrados na Lei de Segurança Nacional.