3 de outubro

Getúlio conclama à revolta armada

Revolução começa no Rio Grande do Sul; Minas e Paraíba aderem imediatamente

Liderados por Getúlio Vargas e pelo tenente-coronel Pedro Aurélio de Góis Monteiro, movimento armado ataca três posições militares gaúchas no final da tarde. O objetivo imediato é derrubar o governo de Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes, eleito em 1º de março. 

No dia seguinte aos ataques, Vargas divulgou manifesto conclamando o povo gaúcho às armas: ”Estamos diante de uma contrarrevolução para readquirir a liberdade, para restaurar a pureza do regime republicano”. 

Ainda no dia 3, Olegário Maciel publicou um manifesto no Diário Oficial de Minas Gerais (estado que apoia o movimento): “O presidente da República, colocando‐se fora da Constituição e das leis, arrastou o país à necessidade de um levante geral para restaurar o regime republicano, restabelecer a ordem jurídica, a liberdade e a Pátria”.

O levante no Norte e no Nordeste começou na Paraíba, sob o comando militar de Juarez Távora e a liderança civil de José Américo de Almeida. Em três dias, eles assumiriam o controle de quase todos os estados daquelas regiões.

As tropas gaúchas logo iniciariam seu deslocamento em direção a São Paulo. O destacamento principal seguiu por via férrea, sem obstáculos, até Ponta Grossa. João Alberto, que comandava um dos agrupamentos, também não encontrou dificuldades para avançar até Capela da Ribeira, além da divisa do Paraná com São Paulo e perto de Itararé, onde se esperava uma batalha sangrenta entre as tropas legalistas e os revolucionários.