31 de dezembro

Balança comercial tem saldo recorde

Negócios com emergentes e preço das commodities beneficiam o Brasil

Em 2006, a balança comercial brasileira tem superávit recorde e fecha com o maior saldo positivo da história: US$ 46,77 bilhões, com exportações atingindo US$ 137,4 bilhões.

A política comercial assume caráter global e abrangente no governo Lula, com novos parceiros como a China, a Índia e a Rússia, além de aprofundar o processo de integração sul-americana e intensificar o intercâmbio com países emergentes e com o continente africano. Na primeira década dos anos 2000, os países em desenvolvimento concentrariam mais da metade do mercado consumidor global. 

O aumento nos preços internacionais de commodities (produtos de origem primária), especialmente carnes, grãos e minério também beneficiaria o Brasil.

As exportações de carne de aves, minério, cereais e açúcar para o Oriente Médio cresceriam significativamente, ganhando importância progressiva no cenário de superávit: em 2002, a Arábia Saudita e o Egito, juntos, compravam menos de US$ 1 bilhão. Em 2013, chegariam a comprar US$ 5 bilhões do Brasil. Outro destaque da região é Omã, que aumentaria em 36 vezes as importações de produtos brasileiros, chegando a US$ 1,1 bilhão em 2013. 

As exportações para a África, concentradas em açúcar, carne bovina, minério de ferro e combustíveis, cresceriam 315%, beneficiadas pelo perdão do Brasil às dívidas de vários países africanos. África do Sul, Nigéria e Angola, que importavam do Brasil US$ 1,18 bilhão em 2002, expandiriam suas importações a US$ 4 bilhões até 2013. 

No caso do Mercosul, o saldo do comércio passaria de um déficit de US$ 56,6 milhões em 2000 para um superávit de US$ 5,98 bilhões em 2010. Com a União Europeia, o saldo da balança comercial saltaria de US$ 810,55 milhões em 2000 para US$ 4,13 bilhões em 2010. As vendas para os Estados Unidos também cresceriam de US$ 15,6 bilhões em 2002 para US$ 19,5 bilhões em 2010, um aumento de 25% — o que evidencia um ritmo menor de crescimento, em comparação com outros destinos, o que levaria as transações comerciais com os EUA a perderem espaço relativo nas nossas exportações. Se antes eram o destino de 20% das exportações, passariam a representar 16% do total exportado pelo Brasil em 2010.