21 de fevereiro

Sandino, herói da Nicarágua, é morto

Ordem vem de Somoza García, da Guarda Nacional, com apoio dos EUA

Augusto César Sandino, o herói nicaraguense que liderou a luta pela expulsão dos fuzileiros navais americanos da Nicarágua, é assassinado por homens da Guarda Nacional de seu país, comandada por Anastasio Somoza García.

Os Estados Unidos ocupavam a Nicarágua em 1927. Sandino, comandando um exército de artesãos e agricultores (daí ser conhecido como “O General de Homens Livres”), revelou-se um guerreiro incansável, conseguindo livrar o país das tropas de ocupação em 1933.

O jornal americano “The News York Herald Tribune”, ao comentar sua morte, afirmou: “Quer Sandino seja considerado um bandido, quer um herói, houve qualquer coisa de atraente e de magnífico na sua figura que lembra os sucessos obtidos na luta contra os fuzileiros americanos. A sua ação nesses movimentos serviu para reavivar o entusiasmo patriótico dos latino-americanos, ação essa que não deixou de criar embaraços aos americanos. Se pudéssemos remontar às origens da política atual dos Estados Unidos em relação à América Latina, não poderíamos deixar de reconhecer que o general Sandino tem nessa situação grande responsabilidade”.

Anastasio Somoza García, homem de confiança de Washington, substituiria o presidente Juan Bautista Sacasa no governo da Nicarágua em 1936 e ficaria no poder até ser assassinado, em 1956. Nesse período, tornar-se-ia um dos mais sanguinários ditadores latino-americanos.