14 de fevereiro

Severino Cavalcanti preside a Câmara

Eleição marca a primeira grande derrota do governo Lula no Congresso

Numa eleição marcada pela divisão interna do principal partido governista (o PT), um parlamentar do baixo clero - politicamente inexpressivo - vence a eleição para presidente da Câmara dos Deputados: o pernambucano Severino Cavalcanti, do Partido Progressista. 

O deputado do PP é eleito em segundo turno com 300 votos contra 195 do petista Luiz Eduardo Greenhalgh. Severino Cavalcanti havia lançado candidatura avulsa e era apoiado pela minoria da Câmara. No primeiro turno, ele e Greenhalgh derrotaram José Carlos Aleluia e Jair Bolsonaro, do PFL, além de Virgílio Guimarães, candidato avulso do PT. 

É a primeira vez que um candidato independente vence a eleição para a presidência da Câmara. No segundo turno, o apoio dos partidos da oposição foi decisivo para a eleição do parlamentar do PP,  selando a primeira vitória política importante do grupo oposicionista no Congresso Nacional desde 2003.

Em setembro de 2005, viriam à tona denúncias de que Severino Cavalcanti recebia propina do dono de um restaurante da Câmara Federal. A denúncia acabaria por levar Severino a renunciar ao mandato em 21 de setembro de 2005, sendo substituído pelo vice-presidente José Thomaz Nonô (PFL). Em 28 de setembro de 2005, Aldo Rebelo (PC do B), aliado do governo, seria eleito novo presidente da Câmara Federal.