Julho

Tigres asiáticos entram em crise

Instabilidade financeira na Ásia se alastra e afeta economias emergentes

Nova crise financeira abala as economias emergentes. A onda começa nos países do Sudeste e do Nordeste da Ásia, provocando desvalorização das moedas locais, quedas nas bolsas de valores e interrupção do crescimento expressivo que vinham apresentando. A crise asiática tem repercussões imediatas em outros países, como o Brasil, a Rússia e a Argentina.

A crise foi deflagrada por um processo de fuga de capitais e desvalorização dos ativos financeiros que inicialmente atingiu Tailândia, Malásia, Indonésia e Filipinas. O problema agravou-se quando alcançou economias mais fortes, como a Coreia do Sul e Hong Kong. 

Uma das principais causas da perda de confiança nos chamados “tigres asiáticos” foi o grande endividamento do setor privado junto às instituições financeiras. Insolventes, muitas delas foram à falência. Tentando conter a evasão de capitais, os governos nacionais elevaram os juros e sacrificaram reservas cambiais. Entretanto, a crise se agravou e os países tiveram de pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na época, grandes volumes de capital especulativo haviam entrado no Brasil, aumentando o endividamento externo e produzindo déficit em transações correntes.  A alta dependência de capitais externos tornava a economia vulnerável a crises ou turbulências internacionais.

Os efeitos da crise asiática chegaram ao país em 1998, quando a economia brasileira sofreu um forte ataque especulativo. Mesmo aumentando consideravelmente os juros, com a consequente inibição do crescimento e aumento do desemprego, o governo precisou recorrer ao FMI, recebendo um aporte de US$ 40 bilhões para restabelecer o financiamento externo.