6 de fevereiro

Passeata em Minas acaba em tiroteio

Balas atingem o vice-presidente; cinco morrem na hora e vários ficam feridos

A comitiva do vice-presidente da República, Fernando Melo Viana, envolve-se numa cerrada troca de tiros com apoiadores da Aliança Liberal em Montes Claros, a mais importante cidade do norte de Minas Gerais. Cinco pessoas morrem na hora e várias ficam feridas, entre elas o vice-presidente.

Não se sabe muito bem como começou o tiroteio. Uns dizem que os participantes da Concentração Conservadora (grupo fundado no estado para fazer frente à Aliança Liberal) saíram em passeata lançando fogos de artifício, confundidos pelos oposicionistas com disparos. Outros afirmam que as balas partiram da casa do líder aliancista na região, João Alves. O certo é que os primeiros tiros foram disparados quando o grupo de Melo Viana passou em frente à residência de Alves. 

Como o presidente de Minas Gerais (o preterido Antônio Carlos Ribeiro de Andrada) apoiava a Aliança Liberal, e o vice-presidente da República (o mineiro Melo Viana) sustentava a candidatura de Júlio Prestes, a Concentração Conservadora tentou incriminar o governo estadual pelo tiroteio. Mas o inquérito policial eximiu o presidente mineiro de qualquer responsabilidade. 

De uma coisa, porém, ninguém tinha dúvida: os ânimos políticos estavam muito exaltados em todo o país.